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Saudades. Saudades do tempo da inocência. Saudades da fase de criança em que a única pertubação era um brinquedo estragado. Saudades dessa fase em que as manhãs eram passadas a ver desenhos animados e as tardes a brincar ao que bem entendesse, enquanto a avó sentada no sofá pedia carinhosamente por companhia. Saudades de poder ser livre sem críticas ou julgamentos, sem responsabilidades, sem consciência dos erros, sem medo de arriscar devido a uma terrível e reconfortante inconsciência, aquela que permitia a felicidade, aquela que me fazia sonhar com um mundo diferente, aquela que tornava todos os sonhos possíveis. Sim, a inconsciência perante o mundo real, a inconsciência perante os erros cometidos, a inconsciência pelas obrigações, aliás, a falta de obrigações...
E a inocência acaba, as pessoas desaparecem aos poucos, a liberdade fica comprometida, a sociedade é perita em julgamentos, a inconsciência acaba, as obrigações aumentam e os sonhos são destruídos...


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